quinta-feira, 13 de setembro de 2012

COMO MONTAR UMA ESTUFA PARA HIDROPONIA


Para quem não tem tempo e muito menos dinheiro a perder, e precisa construir uma estufa, optar pela simplicidade é sempre o melhor caminho. Por isso, a estufa modelo capela é a preferida por muitos produtores que querem proteger as plantas de bichos e da chuva, além de manter a temperatura ambiente mais elevada. Também pudera: utilizando a mão-de-obra de até cinco pessoas, em uma semana a estrutura fica pronta. Além disso, são necessários somente madeira, plástico, pregos e grampos, materiais fáceis de encontrar no mercado e até mesmo na propriedade.
O baixo custo, no entanto, é o maior atrativo deste modelo. Enquanto uma estrutura pré-fabricada é comercializada, em média, acima de 12 reais o metro quadrado, a estufa feita na propriedade pode ter esse preço reduzido pela metade. Segundo Luiz Antonio Augusto Gomes, da UFLA - Universidade Federal de Lavras, o ideal é utilizar o eucalipto, mais fácil de encontrar e mais barato. Não há necessidade de aplicar nenhuma substância na madeira para combater cupins e outros insetos, mas é preciso ter consciência de que a vida útil da estrutura varia de quatro a cinco anos. Madeira tratada só encarece e a durabilidade da estufa não aumenta tanto.
Em tempo: o nome deste modelo de estufa refere-se ao formato do telhado, que mais se parece com o de uma capela.







SISTEMAS HIDROPONICOS

Os sistemas hidropônicos podem ser divididos em dois grupos básicos, que são os ativos e os passivos. Nos sistemas passivos, a solução hidropônica permanece estática, e é conduzida às raízes através de um meio de cultura com alta capilaridade, geralmente ligado a um pavio. Nos sistemas ativos, é necessária a utilização de uma bomba para a circulação da solução de nutrientes, e grande parte deles necessita de um sistema paralelo em conjunto para a aeração ou oxigenação da solução. Existem centenas de sistemas hidropônicos, mas todos eles são derivados ou a junção de seis sistemas básicos, que são: Sistema de Pavio, Sistema de Leito Flutuante, Sistema de Sub-Irrigação, Sistema NFT, Sistema de Gotejamento, e Sistema Aeropônico.
Sistema de Pavio:
            É um sistema passivo, considerado o mais simples de todos os sistemas. A solução nutritiva é retirada de um depósito e conduzida para o meio de cultura e raízes das plantas por capilaridade, através de um ou mais pavios. Normalmente é usada uma mistura de vários meios de cultura, de modo a incrementar ao máximo a capacidade capilar do meio de cultura. É utilizado para plantas de pequeno e médio porte, como hortas caseiras, pois pode ser feito em tamanhos reduzidos.



Sistema de Leito Flutuante:
            Este sistema pode ser ativo ou passivo. Quando a oxigenação das raízes é feita através de borbulhamento de ar, o sistema é considerado passivo. Quando a oxigenação é feita por circulação da solução de nutrientes, usando-se ou não algum tipo de injetor de ar, o sistema é ativo. O Leito Flutuante é considerado o sistema mais simples entre os ativos. As plantas são ancoradas em uma plataforma que flutua diretamente na superfície da solução de nutrientes contida em um depósito. As raízes ficam total ou parcialmente imersas na solução. A oxigenação da solução é necessária. Este sistema é usado geralmente em plantas de pequeno porte que necessitam de muita água.


Sistema de Sub-Irrigação
            É um sistema ativo. Nele, enche-se uma bancada ou bandeja com solução nutritiva e depois a esvazia rapidamente. O processo é feito por uma bomba, controlada por um temporizador. A quantidade de vezes que este processo é feito por dia depende do tipo de planta, da temperatura, umidade e tipo de cultura utilizado. O meio de cultura não pode ser biologicamente decomponível. Este processo já caiu praticamente em desuso.



Sistema NFT (Nutrient Film Technique)
            É um sistema ativo, e também o mais conhecido atualmente. Nele, há um fluxo constante de solução nutritiva, não sendo necessário temporizador. A solução nutritiva é bombeada de um depósito para um canal de cultura, na forma de um filme ou tubo de secção retangular, dependendo do porte da planta. Parte da raiz da planta fica submersa na solução e outra parte fica em contato com o ar úmido, de onde retira o oxigênio. Após percorrer o canal a solução volta ao depósito. Normalmente não existe meio de cultura, e as plantas ficam apoiadas em vasos ou redes de germinação. A falta de energia elétrica ou uma falha na bomba podem provocar a interrupção do filme, o que acarretaria na morte da planta. Então, neste caso é bom se pensar em uma forma de energia alternativa. O sistema é utilizado para plantas de pequeno e médio porte.


Sistema de Gotejamento
            É um sistema ativo, e provavelmente o mais utilizado no mundo. A solução nutritiva é retirada do depósito por uma bomba controlada por um temporizador e levada através de tubos até o colo da planta, onde é descarregada na forma de gotas, por meio de pequenos dispositivos chamados gotejadores. Há dois tipos de sistema de gotejamento: Solução Perdida e Recuperação de Solução.
- Solução Perdida: os excessos da solução nutritiva são descartados no subsolo, geralmente por infiltração, através de um sumidouro. As plantas são irrigadas sempre com uma solução nutritiva nova, não havendo necessidade de controle constante de pH e condutividade. O descarte da solução para o solo pode a médio ou longo prazo, causar problemas de poluição ambiental.
- Recuperação de Solução: os excessos de solução são reconduzidos ao depósito e reciclados para o sistema. Para isso é necessária a utilização de um temporizador de maior precisão para se obterem ciclos de rega muito precisos. Exige mais trabalho e atenção ao pH e à condutividade
            A falta de energia elétrica ou desarranjos nas bombas são problemas para este sistema, assim como possíveis entupimentos nos orifícios dos gotejadores, que necessitam ser inspecionados com freqüência.


Sistema Aeropônico
            É um sistema ativo e o de mais alta tecnologia atualmente. O meio de cultura utilizado é o ar úmido. As raízes ficam suspensas e imersas numa câmara de cultivo, onde são aspergidas com uma névoa de solução nutritiva em intervalos de tempo muito curtos. A solução é retirada do depósito por uma bomba, comandada por temporizadores de alta precisão. É um sistema suscetível a falta de energia, falha nas bombas e entupimento nos aspersores.




VANTAGENS E DESVANTAGENS DA HIDROPONIA


Vantagens:

- Maior rendimento por área. Por dispensar o uso de terra, a hidroponia pode ser verticalizada. No Japão, há casos de cultivos hidropônicos em subsolo;

- Aumento da produtividade. Por receber todo os nutrientes de que precisa em tempo integral, toda a plantação cresce saudável e em condições de ser utilizada;
- Melhor qualidade do produto. Por ser cultivado em local fechado, o vegetal está menos suscetível a pragas e enfermidades. Além disso, recebe todos os nutrientes de que precisa durante todo o crescimento, o que torna a planta mais saudável e faz diminuir a necessidade de fertilizantes;
- Colheitas durante o ano todo. Existem técnicas para se controlar a temperatura da estufa;
- Mais eficiência e economia no uso de água e fertilizantes. A solução nutritiva pode ser reaproveitada para várias irrigações;
- Ciclos mais curtos em decorrência do melhor controle ambiental. A alface, por exemplo, leva de 60 a 65 dias para ser colhida no cultivo tradicional, enquanto que na hidroponia este tempo cai para 35 a 40;
- Proteção contra adversidades climáticas;

- Preservação do meio ambiente. As técnicas de cultivo tradicionais despejam agrotóxicos que atingem os lençóis freáticos. 


Desvantagens:

- Dependência de energia elétrica ou de um sistema alternativo. Se houver uma queda de energia e o produtor não tiver um gerador, por exemplo, há grande risco de se perder toda a produção;
- Requer conhecimento da tecnologia e acompanhamento permanente;
- Maior facilidade de disseminação de patógenos no sistema pela própria solução nutritiva circulante.



Deficiências de Nutrientes

Toda planta necessita de nutrientes para sua sobrevivência, mas cada uma exige mais ou menos alguns deles. Entretanto, a falta desses nutrientes acarreta em problemas comuns às plantas. Segue abaixo uma lista do que ocorre com as plantas na falta de cada nutriente.
- Nitrogênio: A planta inteira fica verde claro. As folhas de baixo ficam amarelas e o crescimento é retardado.
- Fósforo: A planta inteira fica verde azulada, podendo desenvolver um aspecto vermelho ou roxo. As   folhas de baixo devem ficar amarelas, secando de um marrom esverdeado para o preto. O crescimento é retardado.
- Potássio: As folhas ficam com aspecto de papel, com áreas mortas ao longo dos limites das folhas. O crescimento é retardado.
- Magnésio: As folhas de baixo ficam amarelas ao longo das pontas e das margens e entre as veias. As folhas de baixo murcham.
- Cálcio: Os talos e as folhas novas morrem.
- Zinco: Os tecidos das folhas entre as veias ficam mais claros e amarelados, com aparência de papel.
- Ferro: Os tecidos das folhas ficam amarelados, enquanto as veias permanecem verdes.
- Cobre: Os limites das folhas ficam verde escuro ou azul, além de se curvarem para cima. As folhas jovens murcham permanentemente.
- Enxofre: As folhas jovens ficam verde pálido, enquanto as mais novas permanecem verdes. A planta fica atrofiada e delgada.
- Manganês: O crescimento da planta é retardado. As folhas de baixo ficam quadriculadas em um padrão de verde e amarelo.
- Molibdênio: As folhas ficam mirradas, verde pálido e com má formação.
- Boro: As folhas jovens ficam ressecadas nas pontas e nas margens.



PRAGAS E DOENÇAS

Como combater traças e moscas minadoras

06-Jul-2007
Para combater as traças das crucíferas e as moscas minadoras das folhas, basta borrifar chá de macela na própria planta. Ferva a água e, após a temperatura diminuir um pouco (para que a planta não perca suas propriedades), adicione a inflorescência. Este procedimento funciona em 100% dos casos, geralmente na primeira aplicação. A macela não irá interferir no sabor das plantas, pois estas não metabolizam o chá. Outra dica é, por prevenção, borrifar o chá uma vez por mês.
Obs: os testes foram realizados com alface e rúcula.
Quais as doenças mais comuns na hidroponia

05-Jun-2007
Em locais quentes e úmidos, é comum a ocorrência de septoriose. Nebulizar ou emergir água só pode piorar. Ventilação será importante. Quanto mais seco o ambiente, melhor. Em locais quentes e secos, é comum a ocorrência de fungo do seco, como o oídio. Nesse casso, nebulização é bom para evitá-lo. Em locais frios, é comum a ocorrência do fungo míldio. Em todos os casos, a melhor maneira de evitar doenças é com a prevenção, ou seja, limpeza. A novidade hoje em dia para a limpeza dos canaletes é o Tecsa Clor.
Como deve ser a água utilizada

31-May-2007
Você deve conhecer muito bem a água que utiliza. Variações no tipo de água utilizada podem não trazer bons resultados. Por isso procure utilizar sempre a água da mesma fonte. Quanto menos sais houver, mais fácil será de ajustar a solução hidropônica. A água da primeira chuva normalmente é ácida, e pode matar as raízes. Para saber como está a água que você usa envie uma amostra de 250ml para a Unithal, de Campinas-SP. A análise padrão (macro e micro nutrientes, exceto N) custa cerca de R$ 20,00.
Qual a concentração de nutrientes e a quantidade de solução em cada fase

29-May-2007
Na maternidade, a solução terá 50% de força, ou seja, metade solução e metade água. Em locais frios, deve-se irrigar a plantação 3 vezes ao dia, enquanto em locais quentes deve-se irrigá-la 8 vezes ao dia (3 a 5 minutos cada), com vazão de 0,5L/min. No berçário, a solução terá 75% de força e a plantação deve ser irrigada a cada 15 minutos com uma vazão de 0,75L/min. Na mesa final, a solução deve estar com 100% de força, e a vazão deve ser de 1,0 ou 1,5L/min, também a cada 15 minutos.


Calor do verão e os cuidados na hidroponia



alface: ajuda na digestão e reidrata
Sol, praia, calor. Os dias mais longos durante o verão não trazem benefícios apenas para quem quer tomar um banho de mar e aproveitar um pouco mais para se bronzear. As plantas também se beneficiam e tem mais tempo para fazer fotossíntese. Isso é sinônimo de maior produção, numa época em que frutas e verduras também são mais procuradas, uma boa oportunidade para produtores hidropônicos de alface e outras folhas fazerem uma renda extra ou cobrir os meses de baixa produção.
No Laboratório de Hidroponia da UFSC, a alface da bancada final diminui de 28 para 19 dias sua estada na bancada, num aumento de 47% na produção, conta Jorge Barcelos, pesquisador-líder do laboratório. Apesar do aumento da produção por conta do aumento na fotossíntese, essa época do ano dá muito trabalho aos produtores “A alface dá melhor na meia estação com dias ensolarados, pois gosta de muito sol e, como a maioria das plantas, não gosta de temperaturas extremas”, explica Barcelos. Além de poder prejudicar o desenvolvimento das plantas é no calor que aumenta o aparecimento de insetos e do temido Phytium que tem no ambiente quente e úmido seu habitat ideal.
O cultivo protegido, como acontece na maioria das produções hidropônicas, leva vantagem quando se fala nas fortes chuvas e raios solares que danificam as plantas e nesse período que há uma queda na produção de alface no solo é uma chance para vender mais, desde que se tome alguns cuidados.


Para conservar, leve à geladeira com a raíz
Mário Coelho, produtor de alface e rúcula está com a produção 50% maior desde dezembro e manterá uma média de 8 mil pés por mês até março. Ele conta que teve problemas com a solução nutritiva e isso atrapalhou a produção que poderia ser ainda maior. “Deixei de fornecer alface e rúcula durante uma semana aos meus clientes”, mas revela que consegue vender toda a produção. Coelho atende mercados do norte de Florianópolis, cidade turística que dobra sua população no verão, sendo as praias da região norte as mais procuradas.  E não é só nas cidades litorâneas que a produção aumenta. Os produtores Andréa e Vanderlei Hillesheim de Lajeado (RS) estão montando uma estufa nova para o berçário. “O preço aumenta por não ter alface do campo, queimado com o sol forte”, conta Vanderlei e lamenta “Tudo isso deveria nos auxiliar, no entanto há três anos estamos perdendo quase toda nossa produção, por conta do calor”.
A estufa que protege da chuva, também ajuda a aumentar a temperatura dentro da casa de cultivo. Para driblar o problema Barcelos dá algumas dicas como abrir as laterais da estufa ou as partes frontais superiores, substituir filme plástico por telas. Quando a abertura da estufa não for possível, utilizar malhas de sombreamento é uma boa saída “De 30% a 40% na redução de entrada de luz, dependendo da região” aconselha o pesquisador. Usar perfis metalizados que refletem a luz do sol também ajuda a diminuir a temperatura da solução, eles já estão disponíveis no mercado ou pode-se pintar perfis e canos de cor alumínio, ainda que os metalizados obtenham melhores resultados, observa Barcelos que testa as duas opções.
 Detalhes na construção da estufa também vão fazer a diferença, o professor recomenda que as estufas não ultrapassem 10 m de largura, “quanto mais estreita, mais fresca”. ”A altura do pé direito (altura que vai do chão até o início da cobertura) não deve ser inferior a 4m de altura, segundo o consultor Raul Vergueiro.


Experimentos no Labhidro
A formulação da solução também se altera nos períodos mais quentes, há uma maior necessidade de nitrogênio devido ao maior crescimento da planta. A aceleração do processo também exige um maior nível de cálcio, elemento que tem maior dificuldade para se locomover, mas necessita estar presente no topo da planta. Para o diminuir o calor da solução Labhidro está testando neste verão uma outra alternativa. Canos foram enterrados no buraco feito embaixo de uma bancada de alface. “O calor deve dissipado na terra, diminuindo a temperatura no interior do cano” explica Jorge Barcelos.

Combinação de nutrientes com enraizador garante plantas mais produtivas e resistentes


O uso de produtos enraizantes é comum entre os produtores que plantam mudas por estaquia, já na hidroponia, essa aplicação é pouco usada, com exceção da produção de flores ainda não popularizada no Brasil, mas bastante escolhida entre os produtores hidropônicos da Europa. Através destes produtos, a absorção dos nutrientes é maior, por conta da formação de um sistema radicular mais desenvolvido e assim planta se desenvolve com maior qualidade. O funcionamento se dá a base de hormônios que podem ser encontrados no mercado tanto na forma natural quanto sintética.
Em setembro deste ano a Jaraguá lançou seu primeiro produto enraizante, chamado Algamax, compostos por extrato de algas. Além de hormônios naturais, os produtos contem carboidratos, aminoácidos e polissacarídeos bem como nutrientes minerais. A maior eficiência do enraizador depende da disponibilidade de nutrientes e por isso o Algamax foi pensado para agir em conjunto com o Maxsol, fertilizante desenvolvido pela mesma empresa, e que devem ser aplicados através da fertirrigação. Em declaração ao site da Empresa Brasileira de Agropecuária, o pesquisador da EMBRAPA Dr. Osmar Feijó, afirma que “a fertirrigação garante a maior eficiência e controle da quantidade de fertilizante aplicado, evitando desperdício e trazendo economia”.
O uso do Algamax, aumenta a capacidade de repor os nutrientes e conseqüentemente o vigor das plantas, assim diminuindo o efeito dos ataques de pragas e doenças. “Folhas mais grossas dão maior proteção contra o ataque de fungos e insetos sugadores” afirma o engenheiro agrônomo Wim Mulder, gerente geral da Jaraguá. O produto também funciona como estimulante da divisão celular, aumentando o tamanho e qualidade dos frutos.


Maior volume de folhas e raízes no uso de Algamax
Diante das diferentes características de cada variedade, em função da relação clima-solo-planta e seu estagio vegetativo, a Jaraguá desenvolveu 4 tipos de formulas do Algamax que se encontram disponível no mercado. O produto pode ser usado em todas as culturas, como: flores, frutas, hortaliças, legumes, verduras, cereais, assim como, café, cana-de-açúcar, e até em gramados, jardins, vasos, etc.
Antes de iniciar o uso dos produtos das linhas Maxsol e Algamax é recomendável fazer análises do solo e descrever os dados da cultura, como tipo, variedade, espaçamento, tipo de irrigação, idade da cultura, etc. e enviar estes dados para a Jaraguá para receber as recomendações adaptada a sua situação de cultivo.